Sobre os debates de hoje no Pense Moda, eu penso que o problema na Vogue Brasil não está nem na cópia de referências por aí, nem no reprint dos editoriais e muito menos na longevidade dela dentro do mercado editorial brasileiro. Uma coisa nós não podemos negar: ela é a revista de moda mais famosa do Brasil. Ok, mas de uns tempos pra cá ela parece ter parado no tempo. Parece que antes do "redesign" ela conseguia ser mais inovadora e mostrar coisas realmente novas (começando pelo projeto gráfico que era bem mais atraente do que "o novo"). Hoje em dia ela meio que gira dentro de clichês todo mês, como bem disse o Alcino Leite. Sem desmerecer o trabalho de ninguém lá (afinal tem muita gente talentosa dentro da Carta Editorial) muitas matérias parecem que só mudam de titulo de um ano para o outro, de uma temporada pra outra. Dá pra entender que o tempo é curto e que tudo é feito pra amanhã, mas eu penso que talvez a revista precise passar por uma grande reformulação, inclusive de ideais e etc. Como muita gente gosta de falar: se reposicionar sobre algumas coisas. Sem perder a mão do comercial, claro. Afinal, revista tem que vender, não? Muitas Vogues pelo mundo fizeram isso. A própria Vogue Paris fez, a Itália também e milhares de outras revistas fazem. Talvez o luxo eterno impossivel para muitos que a Vogue vende todo mês esteja com prazo de validade vencido. Talvez colocar o pé no chão, tentar coisas mais simples e deixar as superproduções de lado. Chamar gente nova, por que não? Tem muita gente boa por aí e a Vogue sabe muito bem disso, afinal, recebe vários portfolios todo mês. Abaixo, capa antes de 2003, antes do re-design, com Shirley Malmann by Miro.
E esquecer o fundo branco na capa, por que locação é o que mais tem no Brasil e falta de tempo não justifica uma capa com fundo branco. Pode ter certeza, se o fundo branco sair - pode ser até uma parede de tijolinhos a vista - o povo já vai gostar. Ou, reinventem o fundo branco. Pelo mundo: a Vogue Itália é conhecida pela ousadia em transformar coisas do cotidiano e os mais variados temas em editoriais incriveis. A Vogue América é a mais comercial de todas, pouca ousadia nos editoriais. A Vogue Paris consegue mostrar a mulher francesa de uma forma apaixonante, chic (de verdade!) e acima de tudo consegue ser visionária. A Vogue Alemã está entrando no mesmo caminho da francesa, com editoriais mais elaborados e com um pouco de pimenta (vide, muito sex appeal!). E sem precisar ir muito longe, dentro da familia da Vogue Brasil, a RG Vogue consegue fazer algo mais interessante esteticamente falando. É só dar uma
olhada para a edição em que o Miro fotografou a Adriane Galisteu com todas aquelas referências pop. E a Vogue Brasil, hein?
E como meus pais dizem, "só to falando isso tudo pro teu bem".
Veja tambem:
Hora de repensar os achismos no Fora de Moda
Bate-papo animado entre editoras e fotógrafos
Strike a pose, Vogue! no Dus Infernus.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
deep in vogue
ÀS
17:54:00
TAGS: PENSE MODA, REVISTA, VOGUE BRASIL
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4 COMENTÁRIOS:
é a revista de moda mais famosa no mundo , nao ?
http://coisasdeglorinha.wordpress.com
ai, roms, vc precisava estar/morar aqui. a parte mais surreal é o tanto que a vogue intimida todo mundo em volta - travou todas as palestras de que participou com suas representantes. uó.
isso eu chamei de blindagem
romeu quem paga a conta?? o patrocinador ou o leitor??
vc tem 1 trabalho especial como digital designer e claro deve ficar ansioso para que eles se exercitem/experimentem como vc faz sempre... mas romeu vc não está fazendo pra vender nada apenas para evoluir como designer...
te digo isto porque já fiz uma revista e acho que na época tive a nata da criação (foto, moda, música) entre rio e SP, mas a conta só eu e meus sócios pagavamos e ai acabou ;))
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