16 de abr de 2014

ABRIL, ABRIU

Comecei esse blog em Abril de 2007, meu último post foi em Abril de 2013 e hoje já estamos em Abril de 2014. Nesses 365 dias que fiquei longe daqui, muita coisa aconteceu, muita água passou por baixo dessa ponte, desse lugar empoeirado. Mas nem sei se devo escrever tudo aqui. Eu nunca fui de fazer disso um diário ou algo do tipo. Por onde eu começo? Graças ao Netflix comecei a acompanhar séries. Nunca tive muito saco pra baixar, nem pra acompanhar pela TV a cabo, mas agora já me sinto picado pelo mosquito do vírus dos seriados. Saudades do Walter White.

Nem preciso dizer que meu sumiço daqui foi por causa da U+MAG, né? Em Abril do ano passado, nós estávamos começando a pensar na edição UNEXPECTED e semana passada lançamos a edição NEW NOW, a nº 105.  E já estamos na próxima, mas isso não significa que nosso ritmo é industrial. Na verdade, a nossa meta é de 4 edições por ano. E esse ano é muito especial pra revista, já que ela completa 10 anos em Novembro. Mas como falei no editorial da edição 105, não vamos falar de passado, nem fazer uma edição nostálgica, vamos olhar para o futuro.



E a temporada de desfiles no Brasil? Tentei acompanhar de longe, mas rolou um desanimo tão grande, mas tão grande, que resolvi fazer outra coisa. Mas parece que os destaques foram basicamente os mesmos da temporada passada (e da outra também). Não sei se é impressão minha, mas há cada ano que passa, parece que ao invés de andarmos pra frente, damos dois passos pra trás.

Jonathas de Andrade
Arte brasileira. Esse programa novo do Alberto Renault é tipo um mousse de chocolate: delicioso. A minha vontade é de querer devorar todos os programas de uma vez, de uma tacada só (efeito Netflix). O último, que mostrou os trabalhos do Jonathas de Andrade, foi muito bom. Eu conhecia pouco do trabalho dele, foi uma surpresa. O do Luiz Zerbini também foi bom. Espero que ganhe uma segunda temporada, com outros artistas e com mais tempo de exibição.





22 de abr de 2013


2003-2013

Hoje a Nuta lembrou no Facebook que o disco American Life, da Madonna, fez 10 anos.  

Em 2003, eu tinha 15 anos e sabia muito pouco de tudo, mesmo achando que sabia muito (por esse lado envelhecer é bom, queria saber as coisas que sei hoje naquela época, ia ser maravilhoso). Eu lembro que logo quando vi a capa de American Life eu fiquei intrigado pelo jeito que a Madonna era retratada ali, a música nem me importava muito. Foi nessa epoca que comecei a entender as personas que ela cria pra cada disco. Mas antes de entender isso, eu comprei disco. Afinal, eu era do tipo que ia na loja de CDs e abria os discos só pra ver os encartes. O de American Life me provocou tanto que depois dali é que tudo começou a se organizar na minha cabeça, junto com o meu gosto pelos recortes, com as revistas que eu comprava, com os meus cadernos de rabiscos, com os fanzines toscos que eu montava. E toda a parafernalha de papel que eu ia juntando no meu quarto. Acho que certas coisas a gente só entende depois de 10 anos mesmo, não tem jeito. Em novembro de 2004, eu comecei a U+MAG.



O encarte de American Life deve ter causado esse choque todo pelo fato de reunir muitas coisas que eu acredito e que eu tento mostrar nos meus trabalhos, tudo em um lugar só: ele não é perfeito, é meio tosco, mal acabado, cru. Mas por outro lado, é brilhantemente bem executado graficamente. A tipografia também é um caso a parte. Depois de um tempo, quando comecei a descobrir os nomes das pessoas que faziam as coisas que eu gostava, é que cai na real de quem eram os M/M que assinavam a arte do disco. Quando eu descobri a Bjork e o universo dela, eles estavam lá de novo. De todos os CDs que eu joguei fora e quebrei, o American Life foi o único que sobreviveu.

P.S: Eu adorava o selo Parental Advisory Explicit Content. Quase coloquei um assim na capa da edição de sexo da U+MAG, mas ainda bem que mudei de idéia a tempo.

3 de fev de 2013




ROLETA RUSSA

Hoje dei de cara com essa imagem (da esquerda) no Tumblr, feita em 2003 pro convite do desfile Manifest Destiny, de Hussein Chalayan.

Fiquei pensando um pouco sobre as reações que as pessoas teriam caso esse convite tivesse sido feito por um estilista daqui. Não sei se alguma marca aqui no Brasil teria coragem pra tanto (Alexandre Herchcovitch já teve, mas usou outra situação), pra tanta provocação com uma imagem tão intrigante. Muito menos alguma revista, com seus anunciantes e etc. Ao mesmo tempo, fiquei pensando sobre a liberdade de criação de uma imagem provocante e sobre a pasteurização das imagens criadas por aqui (salvo algumas excessões, e também aquelas revistas que não circulam mensalmente). Não que essas coisas sejam feias, mas são criadas em série e, talvez por isso perdem a magia (talvez devido a prazos apertados, budgets curtos ou zero...), como se elas ja estivessem prontas a muito, muito tempo para serem publicadas, independente da época ou da estação. Só mudam apenas os modelos, as chamadas e as coleções. Me falaram que é normal essa pasteurização acontecer a cada 10 anos. E quem foge a regra, saí ganhando.

2003-2013.

Acho que o maior exemplo de liberdade criativa da última semana é o novo vídeo da Lanvin mostrando Alber Elbaz em uma conversa por Skype dirigindo e acompanhando a sessão de fotos da campanha de verão 2013 da marca. Em tempos de tragédia e aperto, acho que é melhor provocar  usando humor, ironia e pretensão/despretensão. Fez sentido?

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30 de jan de 2013



"By placing yourself in a specific design niche, you decrease the number of competitors and give yourself a greater chance of being the go-to name for the service you provide.» «So by specializing, you increase the conversion rate when it comes to recommendations from your best salespeople – previous client."

David Airey via The Imagist

OLD HABITS DIE HARD

Depois da U+MAG, esse é o meu blog mais antigo e isso é um  bom motivo pra tentar voltar a escrever aqui. Na verdade, a Igi me encorajou a voltar, depois de criar um tumblr com pilulas de sabedoria e crônicas. Desde os tempos que esse blog era ativo, muita coisa mudou por aqui e eu acho que talvez esse seja o momento perfeito para voltar a escrever coisas.



Enquanto eu penso em como terminar o meu editorial de abertura da nova edição da U+MAG, uma coisa vem me deixando intrigado desde que eu li uma entrevista do Nicolas Ghesquiere no livro-monografia-retrospectiva da M/M Paris: a dúvida de como vai ser a Balenciaga daqui pra frente nas mãos de Alexander Wang. Nas respostas que Ghesquière deu, o sentimento (não sei quando a entrevista foi feita, mas ele ainda estava na marca) era de melancolia, que tudo ficou muito rápido e cheio de pressão por todos os lados. Outra coisa que me deixou surpreso, foi quando li que a imagem da marca foi praticamente toda criada do zero assim que Nicolas assumiu, com a ajuda da M/M Paris e dos outros colaboradores como fotógrafos e stylists. Aquela campanha de colagens fotografada pela Inez & Vinoodh é um divisor de águas de Nicolas dentro da grife, fechando um ciclo e começando outro, já com a personalidade da mulher Balenciaga definida em imagens. Infelizmente, Ghesquière afirma que seria impossível continuar com toda essa linguagem nos dias atuais, por conta de todo o contexto da moda atual, o que com certeza vai ser um fator determinante nas decisões de Alexander Wang lá dentro. Abaixo, algumas partes interessantes da entrevista:
"I was like the character we used in the advertisements that we called dentist daughters. We imagine this cool girl, who was a bit French bourgeois, but at the same time she was a bit crazy. We kept that character for several campaigns." 
"When we brought out the first campaign, people said, 'Are you Crazy? This is a dead person!' Then I had to explain that she wasnt dead. But at the same time, until that collection, Balenciaga as a house was not very alive. The idea was that she is opening her eyes and she will live again. The tempo of that image was very unexpected, but it reflected what we wanted to do at Balenciaga." 
"We were having a conversation in reality and throught the work. We were exchanging influences; they took something from my work and I caught what they gave me and responded to it. It went back and forth. It was a human relationship that become an artistic dialogue. I think that is the best situation." 
"I think continuity is very important, particularly in a world where everyone is expecting something new all the time."  





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26 de mai de 2012

visita íntima


Essas são as fotos mais intrigantes que eu achei nas minhas andanças pela internet hoje.  




13 de abr de 2012

KLEIN



UNTITLED

Não sei o que é mais bonito: o anúncio da Margaret Howell ou o layout da revista.



Não sei o que é mais bonito: a foto, o styling, as cores ou tudo.

Um dia alguém vai entrar nesse blog e dizer que isso não é um tumblr. E nesse dia eu vou dizer que prefiro o blogger ao tumblr.